Seis dias antes da festa da Páscoa, quando o Senhor veio à cidade de Jerusalém, correram ao seu encontro os pequeninos. Traziam nas mãos ramos de palmeira e clamavam em alta voz: Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia. “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!” Dizei-nos: Quem é este Rei da glória? O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo! Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia.
Com os ramos nas mãos, seguimos os passos de Jesus em sua entrada em Jerusalém e em seu percurso rumo à cruz. A solene liturgia nos introduz na Semana Santa, centro do grande acontecimento de nossa fé: o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Acolhamos e bendigamos aquele que vem em nome do Senhor!


Evangelho: Mateus 27,11-54 – mais breve
Glória e louvor a vós, ó Cristo.
Jesus Cristo se tornou obediente, / obediente até a morte numa cruz; / pelo que o Senhor Deus o exaltou / e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2,8s). – R.
Omite-se a saudação ao povo e o sinal da cruz.
N (Narrador): Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou: L (Leitor): Tu és o rei dos judeus? N: Jesus declarou: P (Presidente): É como dizes. N: 12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou: L: Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam? N: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado.
15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida: L: Quem vós quereis que eu solte: Barrabás ou Jesus, a quem chamam de Cristo? N: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: L: Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele. N: 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar: L: Qual dos dois quereis que eu solte? N: Eles gritaram: G (Grupo ou assembleia): Barrabás. N: 22Pilatos perguntou: L: Que farei com Jesus, que chamam de Cristo? N: Todos gritaram: G: Seja crucificado! N: 23Pilatos falou: L: Mas que mal ele fez? N: Eles, porém, gritaram com mais força: G: Seja crucificado! N: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse: L: Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso! N: 25O povo todo respondeu: G: Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos.
N: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo: G: Salve, rei dos judeus! N: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus, puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o rei dos Judeus”. 38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus.
39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: G: 40Tu que ias destruir o templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz! N: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus: G: 42A outros salvou… a si mesmo não pode salvar! É rei de Israel… Desça agora da cruz, e acreditaremos nele! 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: “Eu sou o Filho de Deus”. N: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões, que foram crucificados com Jesus, o insultavam.
45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: P: Eli, Eli, lamá sabactâni? N: Que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: G: Ele está chamando Elias! N: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram: G: Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo! N: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.
Todos se ajoelham e faz-se uma pausa.
N: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: G: Ele era mesmo Filho de Deus! .] –
Palavra da salvação.
Reflexão
Jesus chega a Jerusalém montado num jumentinho e acompanhado pela multidão, que o aclama com alegria. É uma demonstração de gratidão e carinho ao Mestre, depois de tudo o que ele fez pelo povo. / O cântico de Isaías descreve o Servo como fiel discípulo e autêntico profeta que não teme as perseguições por causa da missão, pois Deus é seu auxiliador. / Jesus é despojado de tudo, mas não teve medo e, como verdadeiro Servo, viveu a experiência humana até a morte. Deus, porém, recompensou sua fidelidade, exaltando-o na glória. / O Evangelho da paixão segundo Mateus descreve o processo de julgamento e condenação do Justo por excelência. Os adversários se unem para acusar e condenar como subversivo o homem de Nazaré. Jesus é vítima das autoridades, que não admitem contestação. Fiel ao Pai e ao povo até o fim, ele não se desviou nem desistiu da missão que lhe foi confiada.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
Fonte: https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/29-domingo-9/



