Vinde, ó Deus, em meu auxílio, apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me. Sois meu Deus libertador e meu auxílio. Não tardeis em socorrer-me, ó Senhor! (Sl 69,2.6)
A liturgia nos motiva a suplicar ao Senhor, nosso refúgio, o auxílio da sua sabedoria, para evitarmos os riscos de uma vida ilusória, pautada em falsas seguranças. Dispostos a rever nossas opções e ser mulheres e homens novos em Cristo, reunimo-nos para partilhar seu Corpo e seu Sangue, que nos garantem o acesso aos bens da vida em Deus. Neste início de mês vocacional, em pleno Ano Jubilar, celebremos em comunhão com os vocacionados ao ministério ordenado.

Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho: Lucas 12,13-21
Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os humildes de espírito, / porque deles é o Reino dos céus (Mt 5,3). – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 1Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. 14Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. 16E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.
Palavra da salvação.

Reflexão
Do meio da multidão, alguém pede a Jesus que o ajude numa disputa de herança com o irmão. O Mestre responde que não veio para resolver questões de heranças de famílias. Não é função dele ser juiz conciliador. Ele procura ajudar a entender e aponta os motivos que levam ao empobrecimento e aos conflitos entre as pessoas. Jesus não se omite diante da injustiça que favorece a concentração da riqueza, jogando muita gente na miséria. A parábola vem para contestar a concentração da riqueza e mostrar que isso é loucura e insensatez diante de Deus. Esse rico fazendeiro não pensa nos seus empregados nem nos pobres em volta dele. Só pensa em acumular e concentrar. Cuidado com todo tipo de ganância, a vida não é garantida por causa da riqueza, diz Jesus. Esse homem é “louco, insensato”, pensa garantir o futuro por muitos anos. A vida, porém, é dom de Deus, e ele não se deixa comprar por riqueza nenhuma. Quando a riqueza não é dividida, acaba provocando divisão e conflito entre as pessoas.
Link da Celebração
Fonte:https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/3-domingo-8/



