6º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Sede para mim um Deus protetor e um lugar de refúgio, para me salvar. Porque sois minha força e meu refúgio e, por causa do vosso nome, me guiais e sustentais (Sl 30,3s).

Nesta liturgia o Senhor nos convida a seguir o caminho dos seus mandamentos. Cabe-nos escolher entre o bem e o mal, a felicidade e a infelicidade. Reunidos para celebrar o mistério pascal de Jesus, deixemo-nos guiar pela sabedoria divina. É feliz toda pessoa que na lei do Senhor Deus, de coração, vai progredindo.

 Evangelho: Mateus 5,17-37 ou 20-22.27-28.33-34.37

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra: / os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas (Mt 11,25). – R. 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus –   Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:] 17“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade eu vos digo, antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus.

20Porque [eu vos digo, se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo, todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo;] quem disser ao seu irmão ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de tolo será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar e aí te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta aí diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo, daí não sairás, enquanto não pagares o último centavo.

[27Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, vos digo, todo aquele que olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la já cometeu adultério com ela no seu coração.]  

29Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. 30Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros do que todo o teu corpo ir para o inferno. 31Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. 32Eu, porém, vos digo, todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério.

[33Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34Eu, porém, vos digo, não jureis de modo algum:] nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. 36Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. [37Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do maligno.] 

Palavra da salvação.

Reflexão

O texto que lemos hoje faz parte do Sermão da montanha, segundo o Evangelho de Mateus. Jesus começa se defendendo ao dizer que não veio abolir a “Lei e os Profetas”, mas mostrar o valor além da superficialidade ou da interpretação fundamentalista. O Mestre defende a Escritura, pois foi dada a Israel para ensinar o caminho da justiça, vista como cumprimento da vontade de Deus. Nos exemplos apresentados, Jesus mostra o jeito correto de interpretar o “espírito da Lei”. Jesus esclarece ou reinterpreta os três mandamentos: do respeito pela vida dos outros, da fidelidade conjugal e da verdade das palavras. “Não matar” significa muito mais do que derramar o sangue do outro. “Não cometer adultério e não repudiar a mulher”: propõe fidelidade mútua e direitos e deveres iguais entre marido e mulher, de modo que haja transparência e honestidade entre eles. “Não jurar falso”: os juramentos não garantem relações baseadas na verdade e na confiança. O cumprimento dos Mandamentos de Deus leva à perfeição do amor.(Dia a dia com o Evangelho 2026)

Fonte: https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/15-domingo-9/