Fazei justiça, ó Deus, e defendei-me contra a gente impiedosa; do homem perverso e mentiroso libertai-me, ó Senhor! Sois vós o meu Deus e meu refúgio (Sl 42,1s).
Reunidos para celebrar a Eucaristia, somos convidados a acolher o amor e a misericórdia de Deus, para que abram caminho em nosso coração como rios em terra seca. A força da ressurreição de Cristo se manifesta na vida daqueles que buscam a comunhão com ele; lancemo-nos, pois, para a frente em nosso percurso de fé, superando as hipocrisias e o vício de apontar o dedo. O Senhor sempre perdoa e concede a todos a possibilidade de recomeçar.



Agora, eis o que diz o Senhor: / De coração convertei-vos a mim, / pois sou bom, compassivo e clemente .
EVANGELHO: Lucas 15,1-3.11-32
Naquele tempo, 1Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou de novo ao templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. 3Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, 4disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Moisés, na Lei, mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?” 6Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. 7Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. 8E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 9E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho com a mulher que estava lá, no meio do povo. 10Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” 11Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir e, de agora em diante, não peques mais”.
Palavra da salvação.
Reflexão
Enquanto Jesus ensina no templo, os escribas e os fariseus lhe trazem uma mulher “surpreendida em adultério”. Segundo a Lei, deve ser apedrejada, e perguntam a ele: “O que dizes?”. O Mestre não responde à pergunta dos adversários e propõe uma alternativa: quem não tiver pecado pode apedrejá-la. Ninguém atirou pedra nenhuma. Moral da história: a mulher não era a única pecadora! Sempre existiram moralistas de plantão, prontos para lançar pedras contra mulheres, contra pessoas e grupos diversos diante de qualquer deslize. Muitos atiram pedras contra os outros na tentativa de encobrir as próprias falhas e interesses. Enquanto condenarmos esta ou aquela pessoa, este ou aquele grupo, e não olharmos dentro de nós com sinceridade, a violência, o sofrimento e a intolerância continuarão ceifando vidas. Jesus não veio para julgar e condenar, mas para resgatar a dignidade da pessoa. Ele trouxe o amor, a misericórdia e o perdão de seu Pai.
Fonte: https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/6-5o-domingo-da-quaresma/